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Pascoal Leite de Aguiar
A
REVOLUÇÃO DE 1640 (DE 1 DE
DEZEMBRO)
Em luto
o nobre povo se envolveu
E sentiu a funesta humilhação;
A fé lhe despertou revolução,
E Portugal, de novo, renasceu,
Porque a alma egrégia
lusa se entendeu
Por forte e divinal inspiração.
Houve entre os conjurados a adesão
E o ânimo que os uniu e convenceu.
O Mendonça Furtado,
o Antão de Almada
E tantos outros co'a maior esprança
Confiaram no duque de Bragança.
Toda a cautela a efeito foi
levada
E com o duque, sempre tão prudente,
Tornaram Portugal independente.
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Nota: D. Antão
de Almada, fidalgo português, conjurado.
Foi no seu palácio, hoje denominado,
Palácio da Independência, onde
se reuniram os conspiradores. D. Antão
de Almada morreu em 1644. O conjurado Mendonça
Furtado expôs ao duque a urgência
de se lançar o movimento. Nessa reunião
esteve também presente João
Pinto Ribeiro, jurisconsulto, que apresentou
as preocupações do duque.
Foi o principal instigador da revolução
de 1640 e um dos seus chefes.
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