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Cristovão Aires

Nome/Pseudónimo: CRISTOVÃO AIRES / CRISTOVÃO AIRES DE MAGALHÃES SEPÚLVEDA

Nasceu  em: 1853-03-27, RIBANDAR, GOA

Faleceu em: 1930-06-10, LISBOA

Observações: Poeta parnasiano, poetou sobre a sua Índia natal. Voltou para Portugal aos 18 anos na companhia do poeta Tomás Ribeiro, amigo que o ajudou na sua carreira literária. Em Lisboa tirou o cursos de Infantaria e Cavalaria da Escola do Exército e estudou ainda literatura, filosofia e história. Dedicou-se ao jornalismo, entrando em 1876 para a redacção do Jornal do Comércio e da Colónias, o qual dirigiu durante muitos anos, esteve também à frente do Notícias de Lisboa e de A Tarde e foi ainda redactor de outros jornais e revistas. Foi membro da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Real de História de Madrid. Político e militar, foi professor na Escola de Guerra. Em 1923 passou à reserva com o posto de General. Além de poesia, escreveu contos (Lantejoulas, 1890, Longínquas, Fantasias Orientais, 1891) e foi sobretudo historiador, dedicando-se principalmente ao estudo da figura de Fernão Mendes Pinto com o livro "Fernão Mendes Pinto e o Japão, Pontos Controversos", 1906. Publicou a "História Orgânica Política do Exército Português" (17 vol. 1896-1932), "História da Cavalaria Portuguesa" em 4 volumes, o trabalho intitulado "Para a Históriada Academia das Ciências de Lisboa", da qual foi secretário geral durante largos anos, e ainda "Dicionário da Guerra Peninsular" em 4 volumes. À História do Exército foram acrescentados mais 2 volumes pelo seu filho Cristovão Aires de Magalhães. Muita da sua poesia encontra-se dispersa por jornais nomeadamente na revista "Brasil-Portugal". Possuidor de grande número de condecorações ques nacionais quer estrangeiras.

Obra Literária:
1879 - Indianas e Portuguesas
1882 - Novos Horizontes
Anoitecer
Íntimas
Cinzas ao Vento


«- Nem isso mesmo me responde o Mar!
Meu seio inquieto é um sepulcro enorme;
e muita vida aqui tranquila dorme
um sono que ninguém pode acordar.»

E o Mar, aquele monstro rude e informe,
pronto a tudo ruir, tudo tragar,
vem em estrofes dulcíssimas compor-me
a sua história longa de contar.

Sobre as ondas, há lutas, há destroços,
naufrágios, tempestades e escarcéus!...
O fundo é cripta imensa, cheia de ossos!

E por sobre esta luta tão renhida,
flâmulas, galhardetes e troféus!...
Rude Mar, és o símbolo da Vida!

 

Outros poetas:

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