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Nome/Pseudónimo: ANTÓNIO FRANCO ALEXANDRE
Nasceu em: 1944
Faleceu em:
Observações: Estreou-se na década de 60, mas só nos anos 70 se consolidou como poeta. A sua poesia é considerada uma das mais conseguidas da chamada escola pós-modernista. Reflecte muitos traços pessoanos.
Obra Literária:
1974 - Sem Palavras Nem Coisas
1976 - A Distância
1979 - Objectivos Principais
1983 - Visitação
1983 - A Pequena Face
1987 - As Moradas
Dá-me a alegria, a sem razão nenhuma que se veja
dou-te alegria, a sem caminhos na clareira,
a de nenhum sinal em terra nua.
dá-me a tristeza, a toda certa sem fronteiras.
dou-te tristeza, a cinza em cinza desvastada,
a oiro no silêncio debruada.
por águas me verti, por rios, sementes.
de terra me vestes, a sombra do dia,
o sítio das flechas no corpo, na árvore.
no sossego das chuvas me reparto.
ficas no escuro, nos ramos nos frutos,
embrulho novelo a desajeito.
a porta quase aberta diz que me recebes,
quase fechada diz que me visitas.
assim te visite, assim te receba.
nenhuma palavra que o gesto não faça.
de águas me vista, em terra me vertas.
no corpo das flechas o sítio, nos rios.
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