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Nome/Pseudónimo: MANUEL DUARTE DE ALMEIDA
Nasceu em: 1844-09-28, VILA REAL, TRÁS-OS-MONTES
Faleceu em: 1914-01-07, PORTO
Observações: Colaborou na revista ultra-romântica A Grinalda e na revista da escola parnasiana A Folha. A sua poesia utiliza expressões plásticas e musicais. Embora o decadentismo-simbolismo se lance com D. João de Castro e Eugénio de Castro, pode-se dizer que este foi um dos poetas que executaram algumas iniciativas simbolistas. Formado em Farmácia, trabalhou nesta área na Botica Baptista na sua cidade natal, foi administrador dos Correios no Porto e bibliotecário em Lisboa. As suas poesias dispessas por diversas publicações foram reunidas postumamente num volume prefaciado por Ricardo Jorge. Muita da sua poesia encontra-se dispersa por periódicos e revistas da época, com destaque para o soneto "Aromatografia" muito apreciado pelos críticos de então, e "Ramo de Lilases", três sonetos dedicados à Rainha D. Maria Pia.
Obra Literária:
1889 - Elegia Panteísta a Uma Mosca Morta
1889 - Ramo de Lilases
1890 - Vae Victoribus
1909 - Beijos Perdidos
1934 - Terra e Azul
ESFINGE
Não sei o que tu és; nem onde existes,
Ó tu, que eu amo e busco entre as mulheres!
Sombra impalpável de ideais prazeres,
Norte flutuante de meus olhos tristes.
Dize-me, ó adorável monstro! assistes,
Na trágica postura que preferes,
Esfinge de olhar profundo sem que alteres
O horror escultural em que persistes,
Impassível, ao drama comovente
De meus sombrios êxtases de crente,
Das mágoas vis que o Desalento nutre?
Ah! Quando as garras tuas me lacerem,
Tapa meus olhos para te não verem,
Ó mistério que adoro! ó doce abutre!
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