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António Botto
LEGENDA
Ó Pátria mil
vezes Santa,
- Meu Portugal, minha terra,
Onde vivo e onde nasci!
Na tua História me
perco,
E nela tudo aprendi.
Mesmo que fosses piquena
E eu te visse pobre ou núa,
- Ninguém ama a sua Pátria
por ser grande,
Mas sim por ser sua!
[Baionetas da Morte]
DISCURSO
O homem não nasce
livre,
Torna-se livre, é diferente.
Abandoná-lo à
sua sorte,
É um crime, - não convém.
O Estado, a Escola, a Família,
São necessários à vida
Do que souber ser alguém.
Não partir da liberdade,
Mas caminhar para ela.
Só assim o homem de
hoje
Pode vir a merecê-la.
[Baionetas da Morte]
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