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No passado dia 1
de Dezembro, realizaram-se as cerimónias
comemorativas do 1.º de Dezembro
de 1640. Principiaram com a Homenagem
aos Heróis da Restauração
na Praça dos Restauradores,
sob a presidência conjunta
da Câmara Municipal de Lisboa
e da Sociedade Histórica
da Independência de Portugal.
Pelas 16h00, ao som do Hino Nacional,
tocado pela Banda do Exército
e cantado pelo coro dos Alunos da
Casa Pia de Lisboa, foi içada
a Bandeira Nacional, seguindo-se
a Bandeira da Restauração,
também ao som do respectivo
Hino.
Depois, uma jovem,
atleta da nossa Sala de Armas, leu
uma mensagem alusiva ao 1.º de Dezembro,
de que assinalamos: Há
datas que são marcos vivos
no caminho do porvir, porque mergulham
directamente nas raízes dos
povos e dão forma à
alma e ao espírito das nações.
O 1.º de Dezembro, é, sem
dúvida, uma dessas datas-raízes.
De seguida o Presidente
da Câmara Municipal, Senhor
Professor Doutor António
Carmona Rodrigues, usou da palavra,
apelando para a necessidade de com
base no exemplo do passado, retirar
lições para o presente
e para o futuro do país,
tendo salientado ainda o
papel determinante da Língua
Portuguesa e do património
cultural como afirmação
fundamental desses mesmos valores
de identidade nacional. Terminou
pedindo à sociedade portuguesa
generosidade, ousadia, confiança
e espírito de servir.
A cerimónia
continuou com a deposição
de flores na base do Monumento,
pelo Colégio Militar, Instituto
D. Afonso (antigo Instituto de Odivelas),
Instituto Militar dos Pupilos do
Exército, Escola Naval, Academia
Militar, Academia da Força
Aérea, Instituto Superior
de Ciências Policiais e Segurança
Interna, Governo Militar de Lisboa,
Casa Pia de Lisboa, Grupo dos Amigos
de Olivença, Real Associação
de Lisboa, Guião Centro
de Estudos Portugueses e Partido
Popular Monárquico. Como
habitualmente a deposição
de flores foi encerrada pela Câmara
Municipal de Lisboa e pela Sociedade
Histórica da Independência
de Portugal.
Seguiram-se os toques
de silêncio, homenagem aos
mortos e alvorada, executados pela
Fanfarra do Governo Militar de Lisboa,
terminando esta cerimónia
com o arrear da Bandeira Nacional
e da Restauração ao
som do Hino Nacional, mais uma vez
tocado pela Banda do Exército,
e cantado pelo coro dos Alunos da
Casa Pia de Lisboa.
As cerimónias
continuaram no Salão Nobre
do Palácio da Independência,
com a recepção e assinatura
do Livro de Honra, pelas altas entidades
civis e militares presentes, seguindo-se,
uma apresentação de
danças do século XVII,
pela Associação
Danças com História
. Ainda houve tempo para visitar
as duas exposições
temporárias no Palácio.
A encerrar as cerimónias
foi celebrada a Missa solene de
Acção de Graças,
pelo Rev.º Pe. Duarte da Cunha,
coadjuvado pelos Diác. Jorge
Campos e João Paiva, na Igreja
Paroquial de S. Nicolau. O Coral
Ensaio do Clube BCP,
dirigido pelo Maestro António
Leitão, com a qualidade a
que já nos habituou, tornou
vida as palavras de Santo Agostinho:
Cantar é próprio
de quem ama.
Todo aquele
que ouve as minhas palavras e as
põe em prática será
comparado a um homem sensato que
construiu a sua casa sobre a rocha.
É essa a vontade do Pai que
está nos céus
que vivamos em bondade, graça
e liberdade absolutas como o Senhor
nos criou. O Rev.º Pe. Duarte da
Cunha, na sua homília, relacionou
esta vontade do Senhor com a obrigação
do homem de viver nesta liberdade
de poder dizer sim, permanecendo
fiel a si próprio e às
comunidades que ajudou a construir.
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