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28/11/2005
COMEMORAÇÕES DO 1.º DE DEZEMBRO EM LISBOA

No passado dia 1 de Dezembro, realizaram-se as cerimónias comemorativas do 1.º de Dezembro de 1640. Principiaram com a Homenagem aos Heróis da Restauração na Praça dos Restauradores, sob a presidência conjunta da Câmara Municipal de Lisboa e da Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Pelas 16h00, ao som do Hino Nacional, tocado pela Banda do Exército e cantado pelo coro dos Alunos da Casa Pia de Lisboa, foi içada a Bandeira Nacional, seguindo-se a Bandeira da Restauração, também ao som do respectivo Hino.

Depois, uma jovem, atleta da nossa Sala de Armas, leu uma mensagem alusiva ao 1.º de Dezembro, de que assinalamos: “Há datas que são marcos vivos no caminho do porvir, porque mergulham directamente nas raízes dos povos e dão forma à alma e ao espírito das nações. O 1.º de Dezembro, é, sem dúvida, uma dessas datas-raízes.”

De seguida o Presidente da Câmara Municipal, Senhor Professor Doutor António Carmona Rodrigues, usou da palavra, apelando para a necessidade de “com base no exemplo do passado, retirar lições para o presente e para o futuro do país”, tendo salientado ainda “ o papel determinante da Língua Portuguesa e do património cultural como afirmação fundamental desses mesmos valores de identidade nacional”. Terminou pedindo à sociedade portuguesa “generosidade, ousadia, confiança e espírito de servir”.

A cerimónia continuou com a deposição de flores na base do Monumento, pelo Colégio Militar, Instituto D. Afonso (antigo Instituto de Odivelas), Instituto Militar dos Pupilos do Exército, Escola Naval, Academia Militar, Academia da Força Aérea, Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, Governo Militar de Lisboa, Casa Pia de Lisboa, Grupo dos Amigos de Olivença, Real Associação de Lisboa, Guião – Centro de Estudos Portugueses e Partido Popular Monárquico. Como habitualmente a deposição de flores foi encerrada pela Câmara Municipal de Lisboa e pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Seguiram-se os toques de silêncio, homenagem aos mortos e alvorada, executados pela Fanfarra do Governo Militar de Lisboa, terminando esta cerimónia com o arrear da Bandeira Nacional e da Restauração ao som do Hino Nacional, mais uma vez tocado pela Banda do Exército, e cantado pelo coro dos Alunos da Casa Pia de Lisboa.

As cerimónias continuaram no Salão Nobre do Palácio da Independência, com a recepção e assinatura do Livro de Honra, pelas altas entidades civis e militares presentes, seguindo-se, uma apresentação de danças do século XVII, pela Associação “ Danças com História “. Ainda houve tempo para visitar as duas exposições temporárias no Palácio.

A encerrar as cerimónias foi celebrada a Missa solene de Acção de Graças, pelo Rev.º Pe. Duarte da Cunha, coadjuvado pelos Diác. Jorge Campos e João Paiva, na Igreja Paroquial de S. Nicolau. O Coral “Ensaio” do Clube BCP, dirigido pelo Maestro António Leitão, com a qualidade a que já nos habituou, tornou vida as palavras de Santo Agostinho: “Cantar é próprio de quem ama”.

“Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática será comparado a um homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha.” É essa a vontade do Pai que está nos céus – que vivamos em bondade, graça e liberdade absolutas como o Senhor nos criou. O Rev.º Pe. Duarte da Cunha, na sua homília, relacionou esta vontade do Senhor com a obrigação do homem de viver nesta liberdade de poder dizer sim, permanecendo fiel a si próprio e às comunidades que ajudou a construir.

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