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09/03/2006
MAZAGÃO - A MEMÓRIA
Na reunião de 9 de Março, o Dr. Eugénio Ribeiro Rosa evocou a história de Mazagão, na perspectiva da vivência sofrida, ao longo de um quarto de milénio de dominação Portuguesa. Focou a sua importância como porto de mar, servindo inicialmente Azamor, logo reforçado com a fortaleza de Benedito de Ravena, que permitiu suportar os cercos de 1562 e, perto do fim, o de 1769, tendo sido a última praça do norte de África a ser abandonada, o último reduto do Cristianismo da Mauritânea.
Marcada com a instabilidade vivida, maior à medida que se foi estruturando o poder das cidades imperiais - Fez primeiro, logo Marraquexe e Meknès - tornou-se insustentável a vida dos seus habitantes que, com o desapoio da Metrópole, com outras solicitações, foram forçados a abandonar a cidade.
Pôs em relevo o papel do Conde de Oeiras, seu Irmão e seus sobrinhos, no estruturar do abandono e da transferência, que se fez de forma programada, para uma cidade em construção, na margem esquerda do Amazonas, primeiro rumando a Lisboa, daí para Belém do Pará e daí para a Nova Mazagão, marcando as sequelas sociológicas, ao tempo vividas, como degredo, por essa Comunidade.
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