6.º PRESIDENTE

General Augusto Xavier
Palmeirim
5 de Janeiro de 1877 a 31
de Janeiro de 1880
Fidalgo cavaleiro da casa real, general e
divisão, par do reino, deputado. Nasceu
em 1808 e morreu em Lisboa a 14 de Novembro
de 1890. Era filho do tenente - general Luís
Inácio Xavier Palmeirim. Nas lutas
civis entre liberais e miguelistas, que tantos
ódios provocaram, houve um escritor
estrangeiro que fez diferentes acusações
caluniosas ao ilustre militar, logo reproduzidas
em Portugal. Augusto Xavier Palmeirim saiu
em defesa dos seus actos, publicando em 1829
um opúsculo com que desfez todas as
acusações. Datam de 1847 as
numerosas comissões de que Augusto
Xavier Palmeirim foi vogal ou presidente,
contando-se entre elas a comissão encarregada
de propor um projecto de regulamento para
o serviço interno dos quartéis;
a da que teve encargo de organizar o Colégio
Militar; da organização do Montepio
Militar. A esta comissão seguiram-se
outras, destacando-se , pela sua importância
e sendo seu presidente, a que estudou o maior
desenvolvimento da fabricação
da pólvora e seu comércio; a
do projecto do Código Penal, e a que
estudou a defesa do País e da capital.
Foi membro do Conselho Geral de Instrução
Militar desde 1864, da comissão de
socorros aos feridos e doentes militares em
tempo de guerra. Foi promovido a general de
divisão em 1870, posto em que se reformou
em 1887.Deputado em várias legislaturas,
elevado ao pariato, como homenagem aos relevantes
serviços prestados ao País.
Enquanto presidente da Comissão Central
1.º de Dezembro de 1640 muito contribuiu para
que fosse construído o Monumento aos
Restauradores, inaugurado em 1886.Foram-lhe
atribuídas as seguintes condecorações:
grã-cruz da Ordem de Aviz, comendador
de Paleão e Casa Velha na Ordem de
Cristo, comendador da Torre e Espada, grã-cruz
da Ordem de Isabel a Católica e da
Coroa de Itália, grã- Comendador
da Ordem do Salvador, da Grécia, comendador
da Legião de Honra, de França,
as medalhas de ouro de Bons Serviços
e de Comportamento Exemplar; medalha municipal
da febre amarela, e a da Comissão Central
1.º de Dezembro de 1640.
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