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Colecção Memória Lusíada

Há mais de oito séculos que os Portugueses imprimem a sua marca na História, criando uma memória que hoje une especialmente, não só os cidadãos de Portugal, mas todos aqueles que falam a língua lusíada.
A preservação e o enriquecimento da nossa memória colectiva são um factor essencial na preservação da nossa identidade, sobretudo nestes tempos novos em que outros elementos distintivos do Estado se esbatem gradualmente.
Memória Lusíada propõe-se contribuir para a consolidação dessa memória que nos ensina o que é ser português.

Colecção: Memória Lusíada, nš 1

Volume IPORTUGUESES E MALAIOS: Malaca e os Sultanatos de Johor e Achém 1575-1619
Paulo Jorge de Sousa Pinto

© 1997

A história da cidade de Malaca sob o domínio português está intimamente ligada à de várias potências regionais, onde se destacam os sultanatos de Johor e do Achém. A zona dos Estreitos de Malaca é, nos séculos XVI e XVII, uma espécie de “microcosmos” do Índico. A região viveu, nos séculos XVI e XVII; sob o signo de um equilíbrio triangular: o Achém, ligado a Oeste e aos guzerates que aí se refugiaram após 1511, ao Império Otomano e à Rota do Levante; Johor, herdeiro do sultanato malaio de Malaca, e finalmente, a cidade propriamente dita, dominada pelos portugueses, que tentaram manter inalterada a antiga supremacia do empório.
A obra trata desta relação triangular sob três pontos de vista: em primeiro lugar, uma abordagem geopolítica, de análise da evolução deste equilibrio, que assumiu várias formas de competição, colaboração e tensão entre os três pólos. Em segundo lugar, trata do problema da evolução das estruturas portuguesas a partir da segunda metade do século XVI, cujo desgaste agravou as dificuldades que Malaca passou a sofrer de modo crescente. Finalmente, não esquecemos as questões relacionadas com a integração de Malaca no Mundo Malaio, as formas de relacionamento com o ambiente e as estruturas locais, pelo que não foi esquecida a história interna dos sultanatos na sua dimensão social, política e até genealógica.

Colecção: Memória Lusíada, nš 2

“O DOMÍNIO DO NORTE DE SAMATRA: A história dos sultanatos de Samudera – Pacém e de Achém, e das suas relações com os Portugueses (1500-1580)”
Jorge Manuel dos Santos Alves; prefácio de Luís Filipe Thomaz

© 1999

Partindo da conjugação de fontes malaias e portuguesas, este estudo procura traçar um quadro geral da história do norte de Samatra durante uma boa parte do século XVI. Nele se dedica atenção especial ao problema do domínio político-militar e económico sobre aquela zona e, num plano mais geral, sobre o Estreito de Malaca, via fulcral de comunicação entre o Índico e o Mar da China.
As questões fundamentais suscitadas pela análise da documentação revelam que os dois principais estados do norte de Samatra (Samudera-Pacém e Achém) se encontram divididos pela escolha entre dois tipos de vida económica (o predomínio do comércio ou o da agricultura) e entre duas estratégias de política económica ( o livre comércio ou o monopólio régio). Porém, mais profunda era a opção entre dois modelos de sociedade (a tradicional e a cosmopolita) e dois modos de vida (o dos malaios, e o dos estrangeiros e mestiços). O domínio dos portos do norte de Samatra impunha-se para a sobrevivência de um modo de vida que a integração nas redes de comércio internacional e a acção dos homens de negócios estrangeiros seriamente ameaçavam.

Colecção: Memória Lusíada, nš 3

“O FIM DA PRESENÇA PORTUGUESA NO JAPÃO”
Valdemar Coutinho; prefácio de João Paulo Oliveira e Costa

© 1999

O agir do homem não é determinado por causa lineares, a própria complexidade do ser humano tem reflexos inevitáveis na sua actuação, originando uma multiplicidade de factores para tudo o que se faz. No caso em análise, não se pode explicar o fim da presença portuguesa no Japão, só pela estreita ligação entre o missionário e o mercador, outras razões tiveram o seu peso. Entre elas, destaco as transformações políticas verificadas nas ilhas nipónicas, na segunda metade do século XVI, com o fim da guerra civil, entre senhores e a consequente unificação política conseguida pelos Tokugawa, bem como a fixação dos Holandeses em Hirado e até as ingerências de Manila no envio de missionários. O apoio e a interferência de dáimios favoráveis deixou de ser possível porque as autoridades centrais viam, com desconfiança, a presença de estrangeiros, receando que estes pudessem apoiar possíveis usurpadores, ou mesmo conquistar a terra japonesa.

Colecção: Memória Lusíada, nš 4

“O JAPÃO E O CRISTIANISMO NO SÉCULO XVI – ENSAIOS DE HISTÓRIA LUSO-NIPÓNICA”
João Paulo Oliveira e Costa

© 1999

Os estudos reunidos neste volume, representam uma fase de investigação efectuada relativamente às relações luso-nipónicas nos séculos XVI e XVII. Trata-se sobretudo de um objecto de análise concreto dentre os muitos que podemos distinguir nesse processo multi-facetado que foi o encontro luso-nipónico nos anos de Quinhentos e de Seiscentos. Focalizou-se a atenção essencialmente na cristandade nipónica que se desenvolveu a partir de 1549.
Cremos imenso que podemos considerar este volume como um estudo do Cristianismo no Japão.

Colecção: Memória Lusíada, nš 5

“A CONSTRUÇÃO DAS MEMÓRIAS NOBILIÁRQUICAS MEDIEVAIS: O PASSADO DA LINHAGEM DOS SENHORES DE SOUSA
Odília Filomena Alves Gameiro

© 2000

Este estudo, encontra-se entre os mais recentes sobre a sociologia das elites medievais portuguesas, sobretudo os respeitantes à história da nobreza. Para além de seguir as actualizações genealógicas por que passaram as lembranças acerca dos de Sousa na literatura genealógica do século XIV, ainda contempla um último e inovador capítulo sobre as memórias dispersas da família.
Obra atraente, sólido estudo, estamos certos que a sua leitura acabará por permitir um mais aprofundado e reflexivo conhecimento da história social e cultural portuguesa.

Colecção: Memória Lusíada, nš 6

“ACHEGAS PARA A HISTÓRIA DA CAVALARIA PORTUGUESA”
Vasco da Costa Salema

© 2000

A edição deste livro, prende-se sobretudo com o desejo de contribuir para a história da Cavalaria Portuguesa. Obra de grande interesse histórico, fruto de uma estreita ligação do autor com o tema tratado. É uma homenagem à História Militar Portuguesa e a uma Arma à qual o autor Coronel Vasco Salema sempre se manteve apaixonadamente ligado.

Colecção: Memória Lusíada, nš 7

“O PERCURSO GEOGRÁFICO E MISSIONÁRIO DE BALTAZAR BARREIRA EM CABO VERDE, GUINÉ, SERRA LEOA”
Graça Maria Correia de Castro; prefácio de Maria Emília Madeira Santos

© 2001

As cartas do Jesuíta Baltasar Barreira relativas à missão de Cabo Verde, entre os anos de 1604 e 1612, manifestam vários aspectos de interesse sobre a temática dos Descobrimentos e da Expansão Portugueses, por enquadramento na Literatura de Viagens. Tornam-se mais nítidas as questões históricas, sociais e missionárias entre Portugal e África, desde que vistas por uma perspectiva cultural onde as cartas do missionário, além de documentarem o que dizem, exprimem a subjectividade do homem mediante efeitos de estilo tornados sensíveis pela análise literária.
A viagem propriamente dita acentua o tempo real da sua realização entre as ilhas e o continente, o registo do que pareceu notável, os acidentes do trajecto e os aspectos espirituais do evangelizador. O tratamento dos tempos da história, da escrita, da calendarização litúrgica, da atemporalidade do sagrado, oferecem uma excelente base para o melhor entendimento do pensamento dos homens da época e, sobretudo, da verdade das convicções que animavam os missionários. A escrita das cartas comporta elementos que a teoria da Literatura e da Linguagem podem elucidar, tendo-se em vista aspectos importantes para o estudo do autor, do seu tempo, da importância da fé religiosa como atitude e maneira de conceber a vida das pessoas e das instituições. Podem-se compreender os padrões religiosos, culturais, morais e gnoseológicos que moviam o olhar destes homens sobre os negros-africanos, e entender o relacionamento nestes momentos iniciais dos encontros de culturas, muita vezes carregados de equívocos.

Colecção: Memória Lusíada, nº 8

“DESCOBRIDORES DO BRASIL: EXPLORADORES DO ATLÂNTICO E CONSTRUTORES DO ESTADO DA ÍNDIA”
Coord. João Paulo Oliveira e Costa

© 2000

A Sociedade Histórica da Independência de Portugal, atempadamente entendeu assinalar de modo digno a passagem do 5° centenário da descoberta oficial do Brasil. Nasceu, assim, a ideia de produzir este livro.
Embora os nomes das figuras mais proeminentes da armada sejam conhecidas, a maior parte nunca foi estudada detalhadamente. A análise de cada um dos membros conhecidos da armada de Pedro Álvares Cabral e uma tarefa complexa e inevitavelmente demorada, se for realizada por um único indivíduo, na medida em que muitas destas personagens tiveram uma vida assaz documentada e outros integravam-se em famílias numerosas, cujo estudo genealógico é moroso e exige muita paciência. Talvez por isso, os comandos e demais oficiais da esquadra de Cabral nunca foram estudados de um modo sistemático.
Sentindo a existência dessa lacuna e dispondo de uma equipa numerosa e qualificada de investigadores formados nos últimos anos pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, lançou-se o desafio de se estudar os protagonistas da armada de 1500. O repto foi aceite prontamente e os resultados surgem neste volume, proporcionando, em nosso entender, uma visão de conjunto mais completa e mais clara dos membros da armada cabralina.
Além dos estudos individualizados dos membros mais destacados da armada, apresentamos também uma série de estudos dedicados a personagens colectivas. Procurou-se, assim, dar a conhecer os protagonistas desse grande acontecimento que foi a descoberta do Brasil.

Colecção: Memória Lusíada, nº 9 - Vol. I

“ADMINISTRAÇÃO COLONIAL PORTUGUESA NO CONGO, EM ANGOLA E EM BENGUELA”
Pascoal Leite de Aguiar

© 2006

Aborda-se com realismo, toda a trajectória Histórica sofrida pelos reinos do Congo, Angola e Benguela, já sob a real administração colonial portuguesa, logo que ficou assegurada a fixação dos europeus, num sistema de conquista pela força das armas, porque as novas condições planeadas favoreciam a conquista desses territórios, subordinando-os, contudo, ao sistema político de captação das populações indígenas pela amizade, pelas relações comerciais e religiosas. (...)

Nesta perspectiva, abarcámos todos os elementos constituintes e concorrentes para a elaboração deste trabalho de história – da Administração Colonial Portuguesa no Congo, em Angola e em Benguela – e edificámos a nossa Tese, dentro dos princípios da verdade e da razão recta, para não disvirtuarmos as leis da história e perturbarmos a nossa mente com parcialidades e mentiras, confundindo os nossos leitores.

Colecção: Memória Lusíada, nº 10 - Vol. II

“ADMINISTRAÇÃO COLONIAL PORTUGUESA NO CONGO, EM ANGOLA E EM BENGUELA”
Pascoal Leite de Aguiar

© 2006

O Destino Histórico suas leis ditou e o seu sonho realizou – O volume II tem, agora, a finalidade principal de demonstrar que os objectivos fundamentais traçados pelo Destino Histórico, a língua lusíada, a cultura, a civilização ocidental e a religião católica, foram alcançados com a maior fidelidade dentro da verdade. As previsões históricas estabelecidas pelos conquistadores portugueses nesse período de 1661 a 1799 encontram as bases para a concretização da política colonial, reformulando tudo quanto antes era tido como genial, quando valorizavam as relações comerciais e as de amizade com as populações indígenas. Era uma política saudável de sucesso, em que os Regimentos régios eram claros no procedimento humanitário a seguir para com os povos conquistados numa visão séria para a integração cultural futura dos habitantes desses reinos, uma vez evangelizados. Deste modo, o Destino Histórico acompanhou a política colonial portuguesa, vendo e julgando os resultados obtidos numa linha progressiva para o bem geral dos naturais e que esse processo histórico por ele traçado não se desviasse da trajectória da sua intenção (...).

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