Em
24 de Maio de 1861 fundava-se a Comissão
Central do 1º de Dezembro de 1640 como reacção
ao sentimento iberista que grassava em largos
sectores da sociedade portuguesa. Partindo
da iniciativa de Feliciano de Andrade Moura,
comerciante lisboeta, logo reuniu grande número
de adeptos entre os quais Alexandre Herculano,
Brito Aranha, Inocêncio Francisco da
Silva, Anselmo José Braamcamp, José
Estêvão.
Empenhando-se
desde sempre na independência de Portugal
e no culto dos valores pátrios, a Comissão
viu o seu número de associados gradualmente
aumentar o mesmo acontecendo ao seu
prestígio. Os seus primeiros estatutos
datam de 1 de Dezembro de 1869, tendo sido
já por várias vezes revistos,
a última das quais em 1998. Desde as
suas primeiras reuniões que o Palácio
Almada foi a sede de facto e de direito a
partir de 1940.
Também desde 1861 se
promoveram as comemorações do
1º de Dezembro, embora nesse ano não
se chegassem a realizar por estar a Nação
de luto por morte de D. Pedro V.
Ao
longo destes anos as comemorações
tomaram diversas formas, mantendo-se contudo
constante a celebração de um
Te-Deum, tal como D. João IV, logo
em 1641, determinara. A actividade da Sociedade
Histórica da Independência de
Portugal, nome que a Comissão tomou
em 1927, orientou-se no cumprimento dos seus
objectivos estatutários: promover o
culto do amor da Pátria, comemorar
as grandes datas nacionais, combater tudo
o que afecte a dignidade de Portugal. Para
tal promoveu a edificação de
diversos monumentos no País, salientando-se
o Monumento aos Restauradores, a angariação
de fundos e objectos para socorrer algumas
populações em casos pontuais
de necessidade (como a fome em Cabo Verde
em 1863 ou recolha de livros para Angola em
1998), a realização de conferências
na sua sede, quer de carácter histórico-cultural
como de carácter político-institucional,
a realização de exposições
didácticas, programas radiofónicos,
concursos para os jovens descendentes de portugueses
a residir no estrangeiro, edição
de diversas obras e a promoção
de actividades desportivas, salientando-se
a esgrima.
Desde o início, a Comissão
Central teve a sua sede no Palácio
dos Almadas, então propriedade particular,
hoje designado como Palácio da Independência.
Em 30 de Maio de 1939 a Lei nº 1.814, de 1925,
autoriza à Direcção Geral
da Fazenda Pública adquiri-lo para
a Colónia Portuguesa do Brasil, a 25
de Agosto do mesmo ano é assinada a
escritura do edifício e em 24 de Novembro
de 1940 é entregue à SHIP.