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ALEXANDRE HERCULANO – EVOCAÇÃO NOS 200 ANOS DO SEU NASCIMENTO
12/02/2010

Em 24 de Maio de 1861 fundava-se a Comissão Central do 1.º de Dezembro de 1640, transformada em 1927 na actual Sociedade Histórica da independência de Portugal, como reacção à campanha pró-iberismo que grassava em largos sectores da sociedade portuguesa. A esta iniciativa, promovida inicialmente por um comerciante lisboeta, Feliciano de Andrade Moura, aderiram prontamente grandes figuras da época, como é o caso do ilustre escritor e historiador Alexandre Herculano de Carvalho Araújo.
Detentor de uma visão pragmática e nacionalista da História, associada a um profundo saber, Alexandre Herculano vai desempenhar funções nesta Associação, como nos dão conta os Livros das Actas, registando-o, por exemplo, numa subcomissão, criada em 1868, para redigir e publicar um dos muitos protestos à propaganda Ibérica.
Ao longo de quase setenta anos de vida a sua actividade distribui-se por vários domínios, desde a criação literária, com particular enfoque no romance e na poesia, à historiografia, à política e ao debate de ideias.
Retirou-se nos últimos tempos de vida para a sua Quinta de Vale de Lobos, Perto de Santarém, onde morreu em 1877.
Citando António José Saraiva, na sua História da Literatura Portuguesa, faleceu “rodeado de prestígio nacional como poucos homens terão tido em toda a nossa História”.
A Sociedade Histórica da Independência de Portugal não pode, pois, deixar de comemorar os 200 anos do nascimento desta figura ímpar da cultura Portuguesa.
O Prémio Monografia deste ano é-lhe inteiramente dedicado na expectativa de se promoverem estudos sobre a obra de um dos corifeus do Romantismo português.


Cerimónias Comemorativas da Restauração da Independência de Portugal
4/11/2009

Comemorar a data da Restauração de Portugal é objectivo primeiro da Sociedade Histórica da Independência de Portugal desde a sua criação. Em 1934 o governo reconhece-lhe tal importância que decreta: “que seja guardado pela população o Dia da Independência como se guardam os domingos: encerrando-se os estabelecimentos e cessando o trabalho”. Aquela data foi sempre objecto de solenidades religiosas, civis e militares ao mais alto nível.
Quanto agradável é consultar a História da SHIP (1861-1940), onde se encontram relatos pormenorizados das acções realizadas, com presença desde chefes de Estado ao povo anónimo, passando pelas mais importantes entidades.
E a cobertura pelos maiores e mais conceituados jornais e postos radiofónicos…
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DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS
11/08/2009

Novamente no passado dia 10 de Junho, a SHIP, em parceria com o Guião, comemorou esta data com a participação de muitos sócios de ambas as instituições. A missa celebrada no Mosteiro dos Jerónimos por intenção de Portugal e sufrágio pelos que tombaram pela Pátria foi presidida pelo Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Joaquim da Silva Mendes. Numa homília cheia de sentido e intensidade, referiu de modo muito especial a figura do Condestável D. Nuno Ãlvares Pereira, glorificado em 1918 como Beato Nuno de Santa Maria e Santo no passado dia 26 de Abril. Acabada a Missa, como habitualmente, procedeu-se à colocação de duas coroas de flores (SHIP e GUIÃO) junto ao Túmulo de Camões. O Director Eng.º José Luís Andrade numa vasta reflexão sobre a vida e obra do Poeta, no inevitável reflexo no sentir nacional, registou com grande profundidade: “(…) O ideário da União Europeia proclama insistentemente que o conceito de Nação é já obsoleto e limitativo da tão desejada afirmação colectiva europeia. Mas a realidade é que a entidade supranacional União Europeia se pode ter transformado num espaço jurídico, económico, financeiro, policial, monetário mas nunca num bloco identitário. Falta-lhe todo o património simbólico através do qual as nações põem à disposição dos indivíduos uma memória e um interesse colectivos, uma fraternidade e uma protecção com provas dadas. [Ler mais]


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