Missão e Estatutos

MISSÃO

A Sociedade Histórica da Independência de Portugal assume-se como uma associação patriótica colaborando com os órgãos de soberania e cooperando com instituições congéneres na promoção do culto do amor pela pátria, na defesa da integridade do seu património, na projecção da cultura nacional, com especial relevo para a língua portuguesa, na comemoração das grandes datas nacionais e na preservação da dignidade de Portugal como nação livre e independente, conforme o Artigo 3.º) dos Estatutos:

1. Cultivar a afirmação de Portugal pelos portugueses, luso-descendentes e luso-falantes.

2. Defender a independência e a identidade de Portugal, no país e no estrangeiro, com especial relevo para a Língua e a Cultura Portuguesas.

3. Colaborar com os órgãos de soberania, com a administração regional e autárquica, com a administração pública, assim como com as instituições da sociedade civil, na definição e aprofundamento dos princípios e valores estratégicos da independência e da identidade de Portugal.

4. Celebrar ou colaborar na celebração das grandes datas e eventos de Portugal, com relevo, anualmente, para a comemoração do dia 1.º de Dezembro de 1640, data da Restauração da plena soberania do Estado Português, bem como do dia 24 de Maio, adoptado como Dia da S.H.I.P.

5. Combater, pelos meios considerados convenientes, a generalização de doutrinas susceptíveis de ferirem a dignidade de Portugal, como um dos Estados-Nação mais antigos e identitários da Europa.

DATAS IMPORTANTES – Celebração das Grandes Datas
4 de Março: Nascimento do Infante D. Henrique

Nasceu, no Porto, em 4 de março de 1394, o grande impulsionador dos Descobrimentos Portugueses, o Infante D. Henrique, também conhecido por Infante de Sagres ou O Navegador. O Infante D. Henrique foi o terceiro filho de D. João I e de D. Filipa Lencastre. Pouco se sabe sobre a sua vida até aos catorze anos. No entanto, viria a ter uma grande preponderância no arranque da expansão marítima portuguesa, iniciado no século XV, com a conquista de Ceuta, em 1415. Foi sob a sua direção que se descobriram e colonizaram os Arquipélagos da Madeira e dos Açores, bem como se descobriram e ocuparam os territórios da costa africana até Serra Leoa, em 1460, data da sua morte.

 

23 DE maiO: BULA “MANIFESTIS PROBATUM”

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Bulas, mç. 16, n.º 20

A Bula “Manifestis Probatum”, de 23 de Maio de 1179, é um dos documentos fundacionais de Portugal, no qual o Papa  Alexandre III  confirmou o reino de Portugal ao rei D. Afonso Henriques e a seus herdeiros.

Esta concessão de título de rei a D. Afonso Henriques reveste-se de particular importância por ter ficado provado  ̶  “manifestis probatum”  ̶   que ele era merecedor dessa distinção, pelos seus feitos em prol do novo reino, cujos territórios aumentara amplamente,  num claro benefício para a Cristandade. A outorga desta Bula espelha o reconhecimento formal da Independência de Portugal.  Neste dia celebramos Portugal, como Estado livre e independente, reconhecido internacionalmente.

10 de Junho: Dia da morte de Camões

Dia que celebra a Pátria – Portugal; celebra Luís de Camões; celebra a Diáspora; celebra os seus Heróis. É ainda o dia dedicado ao Anjo-Custódio de Portugal. É celebrado por todo o país com características e solenidades próprias. A sede das comemorações varia de ano para ano, sempre sob a presidência do Chefe de Estado e envolve cerimónias religiosas, militares e culturais, estas conforme a iniciativa local. Tem-se alargado progressivamente, para além de Portugal, a diversos países estrangeiros, onde residem comunidades portuguesas. 10 de Junho é o dia referido para a morte de Luís de Camões, grande poeta nacional, que faleceu no ano de 1580.

 

24 DE junhO: batalha de são mamede

Assembleia da República, Palácio de São Bento, Sala Acácio Lino, Pintura mural de Batalha de São Mamede, apelidada pelo artista Acácio Lino de “A Primeira Tarde Portuguesa”.

No dia 24 de Junho de 1128, as hostes desavindas de D. Teresa (condessa-rainha de Portucale) e de D. Afonso Henriques (futuro rei de Portugal) confrontaram-se nos Campos de São Mamede, entre Guimarães e São Torquato.

Do lado da condessa-rainha congregaram-se as forças que ela conseguira reunir ao Sul do Douro e as de Fernão Peres de Trava e de seu irmão Bermudo. Do lado do jovem Afonso, estava a nobreza de Entre Douro e Minho (Sousões, Braganções, Senhores da Maia e de Baião, Gascos, entre outros) e alguns homens do Arcebispo de Braga.

A retumbante vitória das hostes afonsinas conduziu D. Afonso Henriques a único governante da região, com capacidade de comando militar e controle efectivo dos territórios. A derrota das forças de D. Teresa implicou a sua retirada para a Galiza e o fim do governo da condessa-rainha.

Uma nova página se virava na história do território portucalense, com um novo governo centrado na figura de D. Afonso Henriques.

 

25 DE juLhO: batalha de OURIQUE

Château-Musée Louis Philippe d’Eu, “Milagre de Ourique” (1793), de Domingos Sequeira.

No dia 25 de Julho celebramos a Batalha de Ourique, travada em 1139, um dos muitos combates vencidos pelo primeiro rei de Portugal, que teve uma especial importância na História de Portugal, por ter sido na sua sequência que D. Afonso Henriques começou a usar o título de «rei de Portugal».

À Batalha de Ourique associa-se um milagre, que é relatado nas fontes a partir do século XV, no qual Cristo teria aparecido ao primeiro rei de Portugal, prometendo-lhe vitória e protecção para o seu Reino, glórias futuras e a fundação de um Império. Nessa lenda também se evocam as 5 chagas de Cristo e os 5 reis mouros derrotados, que irão dar origem aos cinco escudetes dispostos em cruz constantes no brasão de armas da bandeira portuguesa.

Embora os acontecimentos ocorridos nesta Batalha continuem envoltos em dúvidas e incertezas, como o próprio local e as forças envolvidas, as suas repercussões foram da maior importância. Enquadrada já nas campanhas contra os almorávidas, a vitória de D. Afonso Henriques nesta batalha fortalecerá, de forma inequívoca, a sua liderança e prestígio.

14 de Agosto: Batalha de Aljubarrota

 

Em 14 de Agosto de 1385 as tropas portuguesas comandadas por D. João I de Portugal e o seu Condestável D. Nuno Álvares Pereira enfrentaram, em Aljubarrota,  o exército castelhano e seus aliados liderados por D. João I de Castela. O resultado foi a derrota definitiva de Castela, o fim da crise de 1383-1385 e a consolidação de D. João I, Mestre de Aviz, como Rei de Portugal, o primeiro da Dinastia de Avis.

 

5 DE outubro: tratado de zamora

Escultura de D. Afonso Henriques, já coroado e de espada em punho, do séc. XIII, procedente da Igreja de Santa Maria da Alcáçova de Santarém, Museu Arqueológico do Carmo.

 

Em 5 de Outubro de 1143, foi assinado o Tratado de Zamora, um outro marco da nossa fundação e independência nacional.

Por este Tratado, o rei da Galiza, Castela, Leão, e imperador de toda a Hispânia, D. Afonso VII, reconheceu o título real a seu primo, D. Afonso Henriques, fazendo de Portugal um Reino, no termo da conferência de paz entre ambos. Portugal separava-se, assim, politicamente do seu poderoso vizinho.

É uma celebração importante para a identidade nacional de Portugal, uma vez que assinala um momento decisivo da sua emancipação e da sua formação como país independente.

25 de Outubro: Conquista de Lisboa

Desde os primórdios que se desenvolveu relação estreita da Igreja com a cidade de Lisboa. Os moçárabes (cristãos que continuaram a sê-lo após a conquista islâmica) e os muladis (cristãos convertidos ao islão) mantinham uma relação cordial. Esta ligação foi muito útil e bem explorada por D. Afonso Henriques quando, em 1147, após um cerco de quatro meses, entra finalmente em Lisboa, conquistando-a aos mouros, culminando uma campanha militar que triunfou em 25 de Outubro.

6 de Novembro: São Nuno de Santa Maria – CONDESTÁVEL E SANTO

Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV, através do Decreto “Clementíssimus Deus”. A Igreja, em Portugal, celebra a 6 de Novembro a memória do Beato. A 26 de Abril de 2009, o Papa Bento XVI “aponta à Igreja esta figura exemplar”, celebrando a sua Canonização, elevando-o a Santo da Igreja Católica.

1.º de Dezembro: Restauração da Independência

A Conjura concretizada a 1 de Dezembro de 1640, por um grupo de aristocratas portugueses, designado de Os Quarenta Conjurados, traduziu a revolta da Nação contra o domínio da Dinastia Filipina, culminando com a instauração da 4.ª Dinastia Portuguesa – a Casa de Bragança – com a aclamação de D. João IV, o Restaurador.