Missão e Estatutos

MISSÃO

A Sociedade Histórica da Independência de Portugal assume-se como uma associação patriótica colaborando com os órgãos de soberania e cooperando com instituições congéneres na promoção do culto do amor pela pátria, na defesa da integridade do seu património, na projecção da cultura nacional, com especial relevo para a língua portuguesa, na comemoração das grandes datas nacionais e na preservação da dignidade de Portugal como nação livre e independente, conforme o Artigo 3.º) dos Estatutos:

1. Cultivar a afirmação de Portugal pelos portugueses, luso-descendentes e luso-falantes.

2. Defender a independência e a identidade de Portugal, no país e no estrangeiro, com especial relevo para a Língua e a Cultura Portuguesas.

3. Colaborar com os órgãos de soberania, com a administração regional e autárquica, com a administração pública, assim como com as instituições da sociedade civil, na definição e aprofundamento dos princípios e valores estratégicos da independência e da identidade de Portugal.

4. Celebrar ou colaborar na celebração das grandes datas e eventos de Portugal, com relevo, anualmente, para a comemoração do dia 1.º de Dezembro de 1640, data da Restauração da plena soberania do Estado Português, bem como do dia 24 de Maio, adoptado como Dia da S.H.I.P.

5. Combater, pelos meios considerados convenientes, a generalização de doutrinas susceptíveis de ferirem a dignidade de Portugal, como um dos Estados-Nação mais antigos e identitários da Europa.

DATAS IMPORTANTES – Celebração das Grandes Datas
1.º de Dezembro de 1640: Restauração da Independência

A Conjura concretizada a 1 de Dezembro de 1640, por um grupo de aristocratas portugueses, designado de Os Quarenta Conjurados e que se caracterizou pela revolta da Nação contra o domínio da Dinastia Filipina, a culminar com a instauração da 4.ª Dinastia Portuguesa – a Casa de Bragança – com a aclamação de D. João IV, o Restaurador.

14 de Agosto de 1385: Batalha de Aljubarrota

Tropas portuguesas comandadas por D. João I de Portugal e o seu Condestável D. Nuno Álvares Pereira enfrentaram o exército castelhano e seus aliados liderados por D. João I de Castela. O resultado foi a derrota definitiva de Castela. O fim da crise de 1383-1385 e a consolidação de D. João I, Mestre de Aviz, como Rei de Portugal, o primeiro da Dinastia de Avis.

4 de Março de 1394: Nascimento do Infante D. Henrique

Nasceu, no Porto, o grande impulsionador dos Descobrimentos Portugueses, o Infante D. Henrique, também conhecido por Infante de Sagres ou O Navegador. O Infante D. Henrique foi o terceiro filho de D. João I e de D. Filipa Lencastre. Pouco se sabe sobre a sua vida até aos catorze anos, no entanto, viria a ter uma grande preponderância no arranque da expansão marítima portuguesa, iniciado no século XV, com a conquista de Ceuta, em 1415. Foi sob a sua direção que se descobriram e colonizaram os Arquipélagos da Madeira e dos Açores, bem como se descobriram e ocuparam os territórios da costa africana até Serra Leoa, em 1640, data da sua morte.

25 de Outubro de 1147: Conquista de Lisboa

Desde os primórdios que remonta a relação estreita da Igreja com a cidade de Lisboa. Os moçárabes (cristãos que continuaram a sê-lo após a conquista islâmica) e os muladis (cristãos convertidos ao islão) mantinham uma relação cordial. Esta ligação foi muito útil e bem explorada por D. Afonso Henriques quando, após um cerco de quatro meses entra finalmente em Lisboa, conquistando-a aos mouros.

6 de Novembro de 1918: São Nuno de Santa Maria – CONDESTÁVEL E SANTO

Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV, através do Decreto “Clementíssimus Deus”. A Igreja, em Portugal, celebra a 6 de Novembro a memória do Beato. A 26 de Abril de 2009, o Papa Bento XVI “aponta à Igreja esta figura exemplar”, celebrando a sua Canonização, elevando-o a Santo da Igreja Católica.

10 de Junho de 1580: Dia da morte de Camões

Dia que celebra a Pátria – Portugal; celebra Luís de Camões; celebra a Diáspora; celebra os seus Heróis. É ainda o dia dedicado ao Anjo-Custódio de Portugal. É celebrado por todo o país com características e presidências próprias. A sede das comemorações varia de ano para ano, sempre sob a presidência do Chefe de Estado e envolve cerimónias religiosas, militares e culturais, estas conforme a iniciativa local. Tem-se alargado progressivamente, para além de Portugal, a diversos países estrangeiros, onde residem comunidades portuguesas.